Só senti paz quando te abracei...
Quando senti que as chamas que brotavam dentro de mim se acalmavam
com o teu aperto no meu e o meu queixo sobre os teus ombros de fragancias
exaladas, voláteis esquecidos pelo tempo... Inertes pelas memórias
que despertam e agradáveis momentos de contemplação onde o olhar fala
silenciosamente e a boca permanece fechada...
Domingo, 12 de Junho de 2011
Terça-feira, 31 de Maio de 2011
Ruas de Sangue
Perdido numa confusão de sentires,
Perdido num sonho hipnotizado
Onde penso dormir acordado.
Quero me encontrar de novo
Ser o Eu de outrora
Mas o passado permanece ancorado
Na minha mente pela vida fora.
Porque é que este sentir
Me deixa tão atordoado
Como ópio intravenoso
Como veneno injectado!
Remorsos, demónios e bruxas
Sangue derramado pelas ruas da noite
Escarros e cuspo, cabelos e vómito!
Horrores, mortes e crimes menores...
Deâmbulo por essas ruas
Numa aventura perigosa para me encontrar
Encontro o frio da noite, o medo e a escuridão
Onde o inferno afinal é gelado e silencioso
Só uns gritos de tempo a tempo
Umas facadas para elevar o animo
E as marcas ficam
Ardem pesado como a respiração da rua
Ou como as cicatrizes que esfolam a alma tua
Sem piedade,
Uma consciência nua
Sem humanidade, numa realidade pura e dura.
Perdido num sonho hipnotizado
Onde penso dormir acordado.
Quero me encontrar de novo
Ser o Eu de outrora
Mas o passado permanece ancorado
Na minha mente pela vida fora.
Porque é que este sentir
Me deixa tão atordoado
Como ópio intravenoso
Como veneno injectado!
Remorsos, demónios e bruxas
Sangue derramado pelas ruas da noite
Escarros e cuspo, cabelos e vómito!
Horrores, mortes e crimes menores...
Deâmbulo por essas ruas
Numa aventura perigosa para me encontrar
Encontro o frio da noite, o medo e a escuridão
Onde o inferno afinal é gelado e silencioso
Só uns gritos de tempo a tempo
Umas facadas para elevar o animo
E as marcas ficam
Ardem pesado como a respiração da rua
Ou como as cicatrizes que esfolam a alma tua
Sem piedade,
Uma consciência nua
Sem humanidade, numa realidade pura e dura.
Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
Concepção Existencial
Perante esta imensidão temporal, esta escuridão daquilo que o universo foi e daquilo que será.
O meu momento de existência, a minha primeira e última oportunidade, uma fracção de tempo existencial, para sentir a beleza e ao mesmo tempo a frieza e imparcialidade do mundo que me rodeia, do universo que suportou a minha existência e que demonstra ao mesmo tempo a insignificância do meu ser e do tempo que me resta, deambulando sobre este horizonte gelado, ainda assim presente num lugar privilegiado, pura sorte, puro acaso, uma simples questão de probabilidades, esta é a razão da minha existência.
Este é o segredo para a concepção do mundo, é o significado do valor da vida, da sua efemeridade, da sua eterna beleza.
A beleza da existência está em ter consciência da inexistência de um deus, da inexistência de seres sobrenaturais, de realizar que o universo e a vida como a conhecemos é única e efémera.
Um acaso na imensidão do universo, um ponto de luz na escuridão do vácuo.
Ainda mais peculiar é a minha existência como indivíduo que sou, improvável não é a inexistência absurda de um deus criador, mas sim da minha presença no universo, um ser que lutou contra todas as probabilidades, contra todas as razões.
E, por mais irónico que pareça, após todas estas provações, todas estas vitórias, apenas ser premiado com uma consciência de sentir, com uma capacidade de chorar sobre este céu obscurecido, tudo será esquecido após o meu momento limitado de existência, um novo vazio que me espera após a morte. Um esquecimento eterno, uma inexistência tão indiferente e imparcial como a que antecedeu o meu primeiro existir.
Esta é a beleza da vida, esta é a filosofia da existência do ser pensante, que só sofre com a descoberta da verdade, e só realiza o sofrimento atrás da sua consciência, este é o prémio da evolução na terra, este é o produto peculiar e inconsciente do universo.
O meu momento de existência, a minha primeira e última oportunidade, uma fracção de tempo existencial, para sentir a beleza e ao mesmo tempo a frieza e imparcialidade do mundo que me rodeia, do universo que suportou a minha existência e que demonstra ao mesmo tempo a insignificância do meu ser e do tempo que me resta, deambulando sobre este horizonte gelado, ainda assim presente num lugar privilegiado, pura sorte, puro acaso, uma simples questão de probabilidades, esta é a razão da minha existência.
Este é o segredo para a concepção do mundo, é o significado do valor da vida, da sua efemeridade, da sua eterna beleza.
A beleza da existência está em ter consciência da inexistência de um deus, da inexistência de seres sobrenaturais, de realizar que o universo e a vida como a conhecemos é única e efémera.
Um acaso na imensidão do universo, um ponto de luz na escuridão do vácuo.
Ainda mais peculiar é a minha existência como indivíduo que sou, improvável não é a inexistência absurda de um deus criador, mas sim da minha presença no universo, um ser que lutou contra todas as probabilidades, contra todas as razões.
E, por mais irónico que pareça, após todas estas provações, todas estas vitórias, apenas ser premiado com uma consciência de sentir, com uma capacidade de chorar sobre este céu obscurecido, tudo será esquecido após o meu momento limitado de existência, um novo vazio que me espera após a morte. Um esquecimento eterno, uma inexistência tão indiferente e imparcial como a que antecedeu o meu primeiro existir.
Esta é a beleza da vida, esta é a filosofia da existência do ser pensante, que só sofre com a descoberta da verdade, e só realiza o sofrimento atrás da sua consciência, este é o prémio da evolução na terra, este é o produto peculiar e inconsciente do universo.
Mais uma noite
Mais uma noite, escura e fria.
Mais um momento de solidão e tristeza.
Penso na minha deusa encantada.
No meu amor…
Perco-me mais uma vez no entorpecer dos sentidos iludido com a sua luz, os seus olhos hipnotizadores o seu perfume adocicado e mortal.
Sonho com o seu jeito delicado, com as suas feições pálidas como lua e o seu canto como o choro da solidão e o sangue que desejo brotar dos seus pulsos directamente para os meus lábios sedentos de sangue, sedentos de paixão e conforto.
Perco-me no brilho dos seus cabelos longos que pendem com o seu andar deambulante e misterioso.
Apático assisto à sua presença avassaladora, aos seus lábios cheios e vermelhos como o desejo que ela me desperta.
Deitados sobre a campa fria de medo, fria de morte, os nossos corpos resplandeceram com uma luz especial, com um calor só nosso que partilhámos com aquele lugar silenciado com a presença dos mortos, que outrora amaram, sofreram e sentiram a dor do último suspiro a dor da solidão e do abandono eterno.
Mais um momento de solidão e tristeza.
Penso na minha deusa encantada.
No meu amor…
Perco-me mais uma vez no entorpecer dos sentidos iludido com a sua luz, os seus olhos hipnotizadores o seu perfume adocicado e mortal.
Sonho com o seu jeito delicado, com as suas feições pálidas como lua e o seu canto como o choro da solidão e o sangue que desejo brotar dos seus pulsos directamente para os meus lábios sedentos de sangue, sedentos de paixão e conforto.
Perco-me no brilho dos seus cabelos longos que pendem com o seu andar deambulante e misterioso.
Apático assisto à sua presença avassaladora, aos seus lábios cheios e vermelhos como o desejo que ela me desperta.
Deitados sobre a campa fria de medo, fria de morte, os nossos corpos resplandeceram com uma luz especial, com um calor só nosso que partilhámos com aquele lugar silenciado com a presença dos mortos, que outrora amaram, sofreram e sentiram a dor do último suspiro a dor da solidão e do abandono eterno.
Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
São Dias...
O tempo passou
O rumo acabou
E por mais que eu pense
O momento não voltou
São dias...
São dias...
Preso neste caminho
Nesta infelicidade
Só restam as memórias
De felicidade
Eu quis
Quando tu não quiseste
Tentei ser eu feliz
Mas tu desfizeste
De punho fechado
Dissolvo o rancor
De cabeça erguida
Afogo esta dor.
O rumo acabou
E por mais que eu pense
O momento não voltou
São dias...
São dias...
Preso neste caminho
Nesta infelicidade
Só restam as memórias
De felicidade
Eu quis
Quando tu não quiseste
Tentei ser eu feliz
Mas tu desfizeste
De punho fechado
Dissolvo o rancor
De cabeça erguida
Afogo esta dor.
Quarta-feira, 10 de Março de 2010
Sentimento Paralizante
Sigo o destino
Sigo a vontade
Sem querer sentir o que sinto
E sentindo, sigo...
Sigo sem saber por onde sigo
Deixando o tempo passar
No fim sinto,
Que afinal não segui nada
Apenas senti que o seguia
Senti este seguimento sem rumo
Um sentimento paralizante
Que não me deixou seguir,
Este meu verdadeiro sentir.
Sigo a vontade
Sem querer sentir o que sinto
E sentindo, sigo...
Sigo sem saber por onde sigo
Deixando o tempo passar
No fim sinto,
Que afinal não segui nada
Apenas senti que o seguia
Senti este seguimento sem rumo
Um sentimento paralizante
Que não me deixou seguir,
Este meu verdadeiro sentir.
Suspiros Calados
Esta noite o vento sopra as folhas
E o chão treme de prazer
Carícias da noite, esquecidas...
Suspiros calados na escuridão
Insónias contadas pelos sóis nascentes
Pelas pétalas caídas
Secas e perdidas no esquecimento.
E o chão treme de prazer
Carícias da noite, esquecidas...
Suspiros calados na escuridão
Insónias contadas pelos sóis nascentes
Pelas pétalas caídas
Secas e perdidas no esquecimento.
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